Algumas vezes a gente pára e vê que tudo começou a mudar, as pessoas ao nosso redor nos agradam mas ainda assim não satisfazem nossas expectativas, não há como explicar, mas é como se de repente o mundo inteiro tivesse doado seu encanto para uma única pessoa. Essa faz dos nossos dias os melhores ainda que só a vejamos passar ao longe, basta simplesmente que a vejamos para em fração de segundos passar um filme, para que toque nossa música preferida, para que a gente sonhe. Alguém que nos faz estremecer pelos sorrisos mais bobos, que nos prende, mas que ao mesmo tempo nos deixa partir. É a liberdade oferecida diante da vontade de ficar presa e vice-versa. Então isso é amor, não é mesmo? É ver em sorrisos mais que lábios e dentes, é a saudade despida diante dos minutos de ausência. É se prender, é soltar o outro. É assim: contradição, mas mesmo assim, junção. É puro acréscimo. É verbo conjugado, é complemento, é aposto e eu aposto tudo, que ele procede mesmo depois de idas e vindas.
O amor vai além de todo e qualquer entendimento, nos torna maiores, mais maduros, ao mesmo tempo que faz com que voltemos a ser crianças. A gente volta a valorizar flores, céu, brincadeiras, cócegas, tudo. Voltamos a enxergar com os olhos puros das crianças, que em tudo veem o bem, que por tudo se divertem, que com tudo se encantam. Não deve haver nada mais incrível do que estar completamente apaixonado, do que essa sensação boa de se sentir bobo, de sentir que algo realmente vale à pena. Porque no fim, o amor muda a gente. Muda as nossas expectativas e ainda assim, nossas perspectivas. E ele por si só é mais que palavras. Ele é a vontade insaciável de querer estar junto do outro, de querer fazer de minutos juntos, eternidades. Ele é o inexplicável, mas ainda assim, o único viável. Ele nos faz amar até mesmo os defeitos que o outro sonega. Um dia, o poeta escreveu: ”A realidade é que não te amo com meus olhos que descobrem em ti mil falhas. Mas com o meu coração, que ama o que eles desprezam e apesar do que vê, adora se apaixonar.” (Victoria Ceccilia e Karoline Rodrigues)
Nenhum comentário:
Postar um comentário