Então você vem, e me cerca, e me toma, e me invade e eu já não conheço o significado de resistir, de entristecer, de me arrepender. Você chega com aquele sorriso dado de lado, com aquela cara de quem sabe o que quer e me beija com aquele ar de quem sabe o que eu quero também, depois me abraça e me enche de promessas, e me faz querer fazer planos, e me faz querer parar o tempo, e ficar ali, infinitamente. E quando eu preciso de algo além de beijos e promessas, você me olha nos olhos como se entendesse e logo faz toda dor, angustia e tristeza ir dar uma volta e traz de volta aquela paz que só faz com que eu queira te querer mais ainda. Mas tem horas que eu não te quero perfeito, quero seu ciúme, sua mania de achar que está me atrapalhando, quero seu cuidado excessivo. E você vai lá, e mais uma vez me toma como sua, como sua menina boba, como sua garota que de boba não tem nada, e faz crescer em mim a vontade de um dia ser sua mulher, e mãe dos seus filhos, e saída pros seus problemas, e não importa o quê necessariamente, mas ser cada vez mais sua. (Karoline Rodrigues)

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