sábado, 9 de abril de 2011
Confesso que um dia tive medo, aliás, durante muitos dias/meses/anos tive medo. Tive medo de seguir em frente e deixar pessoas, medo de olhar para trás e sentir que fiz errado, tive medo, medo de abrir meu coração para novas pessoas, medo disso significar traição para as antigas, medo de cair ao andar por trilhas, ainda desconhecidas. O medo não é de todo mal, é o medo de morrer que faz com que a gente se alimente, com que a gente não faça nada extremamente perigoso, com que a gente se cuide, mas o medo também não é de todo bom. A gente perde diversão, a gente perde pessoas, a gente se perde, tudo por medo. É o medo de cair, de não conseguir levantar, de não conseguir esquecer, de não conseguir perdoar, é o medo, medo de trocar o que já se tem por algo incerto, sem se quer pensar que o incerto talvez seja realmente o certo e você pode perdê-lo, por medo. Como te contava, eu tinha medo, medo de deixar o passado para trás e acabar perdendo as tais raízes que um dia enfinquei na terra. Eu tinha medo, mas num estalo da minha mente notei que era a única, não a única no mundo a sentir medo, mas a única entre aqueles que eu tinha tanto medo de perder que alimentava esse sentimento, que sentia essa necessidade de estar perto, de lutar para reviver tempos que se foram. Olhei ao redor e já estava 'sozinha', todos aqueles amigos tinham buscado caminhos diferentes, companhias diferentes, histórias diferentes. Só eu permanecia ali, petrificada pelo maldito medo de perder o que já nem me pertencera mais. Foi então que perdi o medo. Medo é só mais uma palavra, tão banal quanto qualquer outra e sabe de uma coisa? Palavras/pessoas/reações que me fazem sentir insignificante não vão me distrair mais. Que venham outras tantas amizades, outros tantos momentos e até outras tantas emoções. Eu vou viver, cada segundo e sem lamentar quando chegar ao fim, de hoje em diante opto por ser feliz, e o medo? Dane-se o medo! (Karoline Rodrigues)
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